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Tuesday, March 31, 2009

Último vício

Esta série é demais!
A não perder...

Friday, August 29, 2008

A doença do amor

Em conversa com uma amiga separada recentemente, demo-nos conta que aguentamos as relações exigindo tão pouco em troca.
A balança está tantas vezes desequilibrada, mas mesmo assim teimamos em falsificar os resultados em prol daquela companhia.
Companhia que tantas e tantas vezes nos faz sentir mais sós do que se estivéssemos de facto sozinhas.

Eu nunca precisei de um homem ao meu lado para o que quer que fosse. De tudo o que fiz até hoje, se não tivesse um companheiro, a única coisa que iria lamentar era a falta de filhos.
Aquilo em que vou cedendo acaba por ser pelo bem estar e pelo futuro de quem não pediu para cá estar e porque, voltando à balança, se calhar o desequilíbrio que eu sinto também ele o deve sentir. Estamos quites e conversados nesse assunto. Nada é perfeito, aliás.

Estas férias, a minha sogra confessou-me que provavelmente cedeu mais do que deveria porque tinha, de facto, medo de ficar só.
Eu, francamente, acho que o macho cheira esse medo.
O que eles precisam é de sentir um “coeficiente de cagaço”. O cagaço que os faz sentir que não estamos garantidas e que somos independentes o suficiente para desaparecer quando o limite for atingido.

Por isso é que me custa ver amigas minhas, mulheres fantásticas, lindas, inteligentes, sujeitarem-se a homens que não as merecem. E não estou a falar apenas da rotina do “quem faz o jantar”, “quem vai às compras”, “quem dá banho aos miúdos” (se bem que isso, com o tempo, também moa). Estou a falar de situações muito mais graves que reduzem a mulher ao mínimo (in)aceitável.

Pode ser o amor. Até pode ser doença (será o amor uma doença?).
Para mim, é muitas vezes o medo de envelhecer só.
Mas, no final, todos nós ficamos sozinhos.
E não há só mais só do que aquele solitário no meio de uma multidão que não o ama...